Pela primeira vez, Supervia reduz o preço da tarifa dos trens

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Comunicação Casa
Data
2 de fevereiro de 2024

Pela primeira vez na história, o reajuste da tarifa dos trens não foi um aumento e sim uma redução de 4% no valor. Desde que a Supervia assumiu a concessão, nunca houve uma diminuição no preço da passagem.

Essa é uma vitória importante, que reforça argumentos para seguirmos na defesa de um transporte bom, barato, seguro e limpo. Reduzir as tarifas do transporte público é uma das propostas de políticas públicas da Agenda Rio 2030, elaborada pela Casa, que junto da nossa rede de parceiros temos incidido, ao longo dos últimos anos, em torno da mobilidade na região metropolitana do Rio. As campanhas como Supervia Aumento Não, Transporte bom e barato é possível e a coalizão Mobilidade Triplo Zero são exemplos disso. Essa é uma conquista da sociedade civil. Larissa Amorim, coordenadora executiva da Casa, relembra esse histórico de luta.

“Desde a criação da Casa Fluminense, a pauta do transporte tem centralidade no enfrentamento às desigualdades e na busca por oportunidades na região metropolitana. A mobilidade é direito que dá acesso a tantos outros e a tarifa sempre foi o custo proibitivo que impedia que a população usufruísse do seu direito de ir e vir. Ainda há um longo caminho pela frente, mas após tantos anos fazendo campanhas de pressão, atos, reuniões, lançando propostas, construindo movimentos para demonstrar que era possível reduzir a tarifa, este dia finalmente chegou. Em 2024, um dos nossos focos será demonstrar que o próximo passo é zerar a tarifa com o Sistema Único de Mobilidade na nova Agenda Rio 2030 que vem aí”, aponta Larissa.

As empresas de transporte sempre alegaram que aumentam conforme o contrato, mas o contrato também prevê diversas outras condições que não são cumpridas e o usuário dos trens da Supervia sabe muito bem: falta pontualidade, segurança, conforto e vários outros fatores. 

A passagem, que custava R$ 7,40, passa a valer R$ 7,10, uma diminuição de 30 centavos. A redução ainda é pequena, o transporte continua caro, mas esse fato aponta que é possível encontrar alternativas para um novo modelo de transporte: miramos na redução até alcançar a tarifa zero. Vitor Mihessen, coordenador geral da Casa, celebra o avanço e reforça que a pressão continua.

“Dia histórico para o Rio de Janeiro e para o Brasil. Subverter com a lógica de tratar o transporte e a vida das pessoas como mercadoria. Continuamos com a tarifa de trens mais cara do país e um serviço precário, mas avançando através da mobilização popular e pelas políticas públicas para justiça econômica, racial, de gênero e climática no Rio inteiro. Vitória, seguimos!”, afirmou Vitor.

A criação do Sistema Único de Mobilidade também é uma das nossas defesas. Eleger conselho, plano e fundo, com participação e controle social, e estruturar a autoridade metropolitana do transporte são caminhos para que o transporte público no Rio seja mais transparente, sustentável e integrado. É preciso mudar essa lógica de que o custo do transporte público fique todo nas costas das pessoas que dependem do serviço para acessar as oportunidades de emprego, saúde, educação e lazer. 

Avançamos mas ainda queremos mais!

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