Criado Conselho do Plano Diretor Metropolitano

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Texto por
Livia Cunto
Data
22 de março de 2016
conselho

 

Aconteceu hoje a Cerimônia de posse do Conselho do 1º Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, o Modelar a Metrópole. O projeto trará metas de desenvolvimento de curto, médio e longo prazo (quatro, oito e 25 anos) para a RMRJ e vai focar em seis áreas:  economia, mobilidade, habitação, saneamento e meio ambiente; patrimônio natural e cultural; e reconfiguração espacial. O tripé Baía de Guanabará, Arco Metropolitano e sistema ferroviário estão sendo considerados eixos estratégicos de desenvolvimento.

O plano faz parte do Programa de Fortalecimento da Gestão Pública e Desenvolvimento Territorial Integrado – Rio Metrópole – Pró-Gestão II, financiado pelo Banco Mundial. O trabalho será conduzido por um consórcio formado pelas empresas Quanta Consultoria e Jaime Lerner Arquitetos Associados e se estenderá até junho 2017. Está prevista a entrega de um diagnóstico e de uma visão de futuro para a região; a consolidação de um plano de ações com a indicação de instrumentos que o viabilizem; e a reunião do conhecimento sistematizado em um documento.

O Conselho empossado hoje é de natureza consultiva. Fazem parte dele 110 entidades e 50 cidadãos de diferentes segmentos: Entidades Empresariais, Organizações de Classe, Concessionárias, Poder Executivo, Academia, Sociedade Civil e Poder Legislativo. Os membros do Conselho vão colaborar na coordenação e organização das oficinas de participação para coleta de dados e aprofundamento do diagnóstico.

Serão realizados 7 encontros por segmento (um para cada), 6 oficinas temáticas – Expansão Econômica; Valorização do Patrimônio Natural e Cultural; Habitação e Equipamentos Sociais; Mobilidade, Saneamento e Resiliência Ambiental; e Reconfiguração Espacial e Centralidades – e 5 reuniões territoriais, a serem realizadas no Rio de Janeiro (discutindo também Niterói), Itaguaí (Oeste Fluminense), Itaboraí (Leste Fluminense), Duque de Caxias (Baixada) e Arco Metropolitano (ainda sem município anfitrião definido).

A série de oficinas acontecerá entre abril e junho. A Casa Fluminense tem assento no Conselho e receberá outras organizações do segmento Sociedade Civil para definir com eles as áreas principais de incidência e aporte de ideias ao longo do processo de elaboração do plano.

Desde a extinção da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento da Região Metropolitana (Fundrem) na década de 90, o Rio não conta com nenhuma instância de planejamento que contemple a RMRJ, hoje o 2º maior território metropolitano do país. O fim do ciclo de grandes eventos, pautado pela atenção prioritária aos eixos centrais da capital, marca uma nova etapa na história da cidade, com a expansão do horizonte do planejamento de políticas no tempo e no espaço. É hora de encarar o real desafio da redução de desigualdades no Rio inteiro de 12 milhões de habitantes e 21 municípios e a participação da sociedade civil, para guiar os rumos desse processo, é fundamental.

O Modelar a Metrópole pode ser acompanhado pelo facebook, twitter e demandas podem ser encaminhadas para o e-mail [email protected]. A equipe do ForumRio.org estará de olho, monitorando e mobilizando atores da sociedade civil para participar.

 

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