Assembleia Geral da Casa marca novo ciclo da organização

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Texto por
Comunicação Casa
Data
13 de março de 2017

A Casa Fluminense lançou na última semana seu Plano Estratégico 2017-2020, detalhando a visão e o conjunto de projetos a ser implementado nesta nova etapa. A apresentação das diretrizes aconteceu na Assembleia Geral de Associados, momento que marca também a primeira renovação do Conselho de Governança.

“Aquilo que era uma ideia hoje é uma instituição existente na cena pública do Rio, capaz de contribuir de forma relevante para o enfrentamento dos desafios da cidade para frente”, disse José Marcelo Zacchi, Coordenador Geral da Casa desde sua fundação e agora membro do Conselho. “A gente segue disputando uma imagem do que é o Rio, esse espaço inteiro de 12 milhões de habitantes e 21 municípios. Essa escala deve ser olhada não só sob o prisma do desafio, mas sobretudo pelo da oportunidade: a diversidade é um dos principais ativos do Rio”.

Henrique Silveira, Coordenador Executivo da Casa, apresentou o Plano. “A metrópole que nós vemos é uma cidade que tem a Baía de Guanabara no centro e que precisa, portanto, equacionar sua despoluição e renovar o uso da sua orla. É um ambiente que deve priorizar o investimento público nos lugares com os piores indicadores sociais, enfrentando desigualdades e buscar a descentralização de oportunidades e a expansão econômica na geração de emprego e renda”. A abordagem territorial, explicou ele, se traduz num enfoque temático em torno das políticas de saneamento básico, segurança pública e mobilidade, com a transparência e a gestão pública aparecendo como elemento transversal dentro dessas pautas.

A abordagem territorial/temática se desdobra em múltiplos formatos de projetos, organizados em três eixos estratégicos principais: a mobilização, a informação e a incidência. No eixo Mobilização, o foco estará na articulação e expansão da rede, por meio da promoção de encontros, cursos e o Fórum Rio, que mantém seu caráter itinerante, mas passará a ser semestral. Todas as atividades da rede passam agora a contar com o apoio do Fundo de Ações da Casa, prestes a passar por um processo de reestruturação e expansão.

A segunda área, a de informação, será guardiã da Agenda Rio, atualizando-a a cada dois anos, em um calendário que coincide com o eleitoral: em todo pleito, a Casa entregará um conjunto detalhado de propostas aos candidatos. O Mapa da Desigualdade continua como principal ferramenta de visualização de indicadores, com a meta de aprofundar o zoom e alcançar os constrastes intramunicipais. A nova fronteira será o monitoramento: boletins e relatórios das propostas da Agenda serão produzidos periodicamente. Além disso, a Casa vai criar e manter o Painel de Gestão Municipal, agregando informações sobre o cumprimento das legislações de planejamento e transparência: que municípios têm de Plano de Mobilidade? Em quais o Plano de Saneamento está atualizado? A ferramenta servirá para qualificar a ação política da Casa.

A terceira frente, de incidência, é a que incorpora o maior coeficiente de inovação. Posicionada na esfera pública fluminense, o esforço da Casa agora será o de ganhar legitimidade no diálogo com a sociedade, mediado pelos meios de comunicação, e com os diferentes níveis de poder constituído: prefeituras, Câmara Metropolitana e estado; câmaras e Assembleia legislativas; secretarias e gestores públicos; e poder judiciário. Com a gestão municipal, a conversa se dará em torno dos instrumentos de gestão, levantados no Painel de Gestão Municipal. Com o legislativo, a estratégia será formar uma rede de interlocução com vereadores e deputados afinados com mandatos abertos e participativos, uma verdadeira Bancada da Cidadania. No caso da Justiça, o foco estará em criar agendas comuns em torno de pautas específicas como o Ministério Público Estadual e o Ministério Público Federal.

Foi apresentado também o ecossistema de atores da organização, já incorporando a criação de novos espaços na estrutura de governança, com vistas a expandir o leque de possibilidades de relacionamento entre cada Associado e a Casa. O Comitê Técnico, por exemplo, será o ambiente para atores com bagagem técnica em temas setoriais específicos, como saneamento, mobilidade e segurança, e que topem contribuir agregando informações nas três frentes de trabalho. Outro ambiente a ser criado são os núcleos de apoio às coordenações para aqueles que queiram voluntariar-se a trabalhar na Casa especificamente em um dos eixos estratégicos.

ecossistema

Em termos de fontes de financiamento, serão mantidas as estratégias de realização de campanhas anuais de arrecadação e de captação junto a fundações e parceiros institucionais. Projetos temáticos e territoriais também são frentes possíveis para alocação de recursos nas atividades básicas, diminuindo a dependência dos grandes financiadores. Por último, haverá dedicação a ampliar a geração de receitas próprias.

Na etapa final da Assembleia foram apresentadas as mudanças no Estatuto e os nomes que vão compor o novo Conselho de Governança, a cumprir mandato de 2017-2019. A seleção foi feita por um Comitê de Transição, que assumiu no final de 2016 a responsabilidade de elaborar uma lista de nomes. O Comitê deliberou a ampliação do número de conselheiros de cinco para nove.

Para a construção de um conselho plural e representativo da rede, foram considerados seguintes critérios: equidade de gênero, raça, distribuição territorial, proximidade com as ações da Casa e conhecimentos relevantes para a organização. Comprometidos com a construção da organização e com temas específicos por ela vocalizados, a nova composição do Conselho está em sintonia com a abordagem temática e territorial que vai caracterizar o ciclo 2017-2020. Confira o perfil dos novos conselheiros abaixo.

Pedro Strozenberg, ex-conselheiro foi nomeado o Coordenador Geral e Henrique Silveira permanece como Coordenador Executivo, passando agora a assumir a responsabilidade legal pela Associação. O novo Plano Estratégico estará em breve disponível aqui.

Alex Magalhães – Jurista com especialização em planejamento urbano e professor do IPPUR-UFRJ.
Antonio Vieira – Pesquisador do Núcleo de Solidariedade Técnica da UFRJ e Presidente do Fórum de Transparência e Controle Social de Niterói.
Binho Cultura – Escritor, cientista Social e idealizador da FLIZO (Feira Literária da Zona Oeste).
Clarisse Linke – Mestre em Políticas Sociais, ONGs e Desenvolvimento pela London School of Economics and Political Science e Diretora Executiva do ITDP Brasil.
Dani Francisco – Jornalista, produtora cultural e mestre em Educação, Comunicação e Cultura em Periferias Urbanas pela UERJ. Co-fundadora da Terreiro de Ideias e do Gomeia Galpão Criativo.
Douglas Almeida – Economista, mestre em Desenvolvimento Territorial e Políticas Públicas e articulador do Fórum Grita Baixada.
Eliana Sousa e Silva – Mestre em educação e serviço social pela PUC-RJ e diretora da Redes da Maré
Eloisa Torres – Engenheira civil com especialização em recursos hídricos e consultora independente de saneamento.
José Marcelo Zacchi – Mestre em administração pública pela Universidade Harvard e Secretário Geral do GIFE (Grupo de Institutos Fundações e Empresas).

novo conselho

 

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