Rock ‘n roll e ativismo marcam festival para cinco mil pessoas em Caxias

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Texto por
Comunicação Casa
Data
5 de março de 2015

Em 2011, Giordana Moreira e Paulo Vitor, moradores da Baixada Fluminense e produtores culturais, resolveram dar um novo uso à Praça de Skate de Nova Iguaçu. A proposta: abrir espaço para bandas de rock em início de carreira que tivessem, pelo menos, uma mulher como integrante. A ideia: levantar o debate de gênero por meio da cultura e estimular a participação feminina em um espaço dominado pelos homens.

Surgia ali o Festival Roque Pense, que cresceu, apareceu e chega a sua terceira edição neste fim de semana com a expectativa de receber 5.000 pessoas.

Mais de 160 bandas de todo o Brasil se inscreveram para participar do circuito itinerante – em 2015, acontece no Teatro Raul Cortez, em Duque de Caxias. Apenas doze foram selecionadas. Seis delas são constituídas apenas de mulheres. A programação do festival ainda inclui rodas de discussões, oficinas, jam session feminina de skatistas e intervenção de grafite.

“A mulher é objetificada pela mídia e pela sociedade, que é machista. Por isso, é fundamental construirmos uma cultura antissexista e sem discriminação de gênero”, comenta Giordanna. “As mulheres estão ocupando a praça pública e vão protagonizar esse dia. O sexismo precisa ser discutido e combatido, sobretudo com a juventude”, completa.

Desde 2014, a Petrobras apoia o festival através do programa Petrobras Cultural. Esta edição, cujo tema é a “Violência Doméstica na Juventude”, dá a largada nesta quinta e se encerra no domingo, dia internacional da mulher, com início sempre às 19h. Saiba mais no site oficial do evento.

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