Rede de solidariedade na Zona Oeste tem enfrentado a fome ao lado de 150 famílias

Texto por
Larissa Amorim
Data
17 de dezembro de 2021

Comer é um ato político de sobrevivência e o coletivo Zona Oeste Sem Fome juntou-se à luta de enfrentamento à insegurança alimentar na região durante a pandemia de COVID-19. Através de ações diretas de distribuição de cestas básicas em pontos centrais da Zona Oeste da capital fluminense, eles têm mobilizado moradores para realizar doações de solidariedade a partir do lema: quem tem doa, quem não tem pega. Conheça o ZO Sem Fome em três pontos:

Até amanhã, o Zona Oeste sem fome está com campanha especial de arrecadação de alimentos para o Natal. Foto: @kamihere

 

1- Atuação no Zona Oeste

Nas ações de distribuição de cestas básicas, o Zona Oeste Sem Fome vem realizando mapeamento e cadastramento de famílias e pessoas beneficiadas para seguir apoiando regularmente. Com o recurso do Fundo Casa Fluminense, foi possível realizar cinco ações de distribuição de alimentos, respectivamente em Nova Sepetiba, Antares, Senador Vasconcelos, Vila Vintém e Vila Aliança. Ao total foram beneficiadas 150 famílias diretamente e 334 pessoas indiretamente, em sua maioria mulheres negras, mães solo e desempregadas.

Registro do ZO Sem Fome após ação de distribuição de cestas básicas em Antares com a Marginow. Foto: @zosemfome

2- Conversa com o território 

Pela amplitude e diversidade territorial, o coletivo buscou desenvolver critérios para escolher os bairros e favelas na Zona Oeste que receberam as ações considerando a demanda e a articulação com outros coletivos e grupos locais. Chegar nas famílias em maior grau de vulnerabilidade foi possível graças a essa rede constituída, que contou com o Instituto Territórios Diversos (Nova Sepetiba), Biblioteca Marginow (Antares), Favelart (Vila Vintém) e Josefinas (Senador Vasconcelos). Além disso, a equipe de voluntários também foi estratégico para realização da maioria das ações e preenchimento do mapeamento. Um dos integrantes do ZO sem fome, Thiago Dife, falou sobre o processo: 

“A Casa Fluminense foi uma grande parceira nossa, porque através do Fundo, a gente conseguiu potencializar ainda mais as ações. Escolhemos locais específicos onde a nossa ação pudesse ser o mais impactante possível. Serviu muito para a gente fortalecer nossas redes também, a cada local estávamos acompanhados do coletivo local somando na infraestrutura, distribuição e no mapeamento das famílias. Fizemos ao todo cinco ações e a gente espera continuar com essa parceria”, contou Dife.

Ingrid nascimento (a esquerda) e Thiago Mathias (a direita) estão coordenando ZO Sem Fome. Foto: Paulo Oliveira

3- Efeito ZO

Nos próximos passos, a ideia do Zona Oeste Sem Fome é criar uma cartilha baseada na Agenda Rio 2030 no campo da assistência social que aponte propostas de políticas públicas concretas para a Zona Oeste do Rio de Janeiro. Com desejo de ampliar o leque de atuação do coletivo para além das distribuição das cestas básicas, o grupo acredita que o mapeamento feito durante as ações de distribuição será um bom pontapé para a sistematização das propostas e compreensão sobre perfil do público prioritário.

Equipe de voluntários do ZO Sem Fome realizando cadastro das famílias beneficiadas. Foto: @zosemfome

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