Nova publicação amplia a discussão das políticas públicas com a participação dos moradores

Texto por
Luize Sampaio
Data
17 de dezembro de 2021

Fundado em 2015 por moradores que estavam preocupados com a diminuição da vegetação em Magé, o coletivo Não Corte, Plante deu mais um passo na busca por uma cidade mais sustentável para todos. O grupo acaba de lançar a primeira edição da Agenda Magé 2030. Produzida a partir do apoio do Fundo Casa, a publicação traz uma série de propostas de políticas públicas inclusivas centralizadas nas justiças econômica, racial, de gênero e socioambiental. Conheça mais sobre o projeto:

1- Atuação Agenda Magé 2030

A cartilha foi produzida com participação popular. Para a construção das propostas, o grupo organizou uma consulta pública com a população da cidade e em diálogo com as lideranças sociais. A ideia é que o documento seja entregue ao poder público e oriente as novas políticas reivindicadas pelos próprios moradores. Dividida em cinco eixos, a publicação busca traçar 50 soluções para os campos: Saúde e Saneamento; Infraestrutura e Mobilidade Urbana; Educação, Cultura, Meio Ambiente, Arte e Lazer; Renda e Economia Criativa; Assistência Social.

Não Corte, Plante acaba de lançar a primeira edição da Agenda Magé 2030. Foto: Lais Dantas

2- Conversa com o território 

O coletivo busca que a agenda crie uma ponte entre a sociedade civil, o poder público e as demandas da população. O grupo acredita que um dos maiores benefícios do processo de criação da agenda foi o crescimento da rede entre os fazedores locais. A publicação aumentou o elo de ligação entre os coletivos da cidade, e o próximo passo é que a agenda sirva de referência para todos os grupos se organizarem e debaterem as políticas. Para o biólogo e integrante do Não Corte, Plante, Arthur Vieira, essa grande teia faz com que o grupo chegue até o poder público através de uma política popular forte com propostas unidas em uma só voz. 

“A agenda é um produto final, mas também um início de trabalho, principalmente de um debate com os mageenses. Precisamos falar sobre os problemas da cidade, abrir esses debates e mostrar novas perspectivas para as pessoas. Fazer elas entenderem que o problema delas é um problema da comunidade e vice-versa. Acho que é o mais  importante: trazer esse senso de coletividade”, explicou Vieira. 

O coletivo Não Corte, Plante foi fundado em 2015 por moradores que estavam preocupados com a diminuição da vegetação em Magé. Foto: Lais Dantas

3- Efeito da agenda 

Com a publicação recém lançada, o grupo já planeja seu uso enquanto ferramenta de mudança. A ideia agora é colocar em prática as propostas apontadas na agenda, eles esperam que essa responsabilidade seja dividida entre os membros da comunidade, coletivos e a gestão. A preservação do meio ambiente é uma das principais pautas defendidas. Nos últimos 5 anos o coletivo Não Corte, Plante já plantou mais de 1000 mudas de árvores pela cidade. 


Acompanhe o Não Corte, Plante pelas redes e as novidades da Agenda Magé 2030: https://www.instagram.com/naocorte.plante/

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