Casa Fluminense abre inscrições para lançamento do Mapa da Desigualdade 2020

Texto por
Comunicação Casa
Data
29 de junho de 2020

Um diagnóstico sobre a realidade da Região Metropolitana do Rio de Janeiro

A Casa Fluminense lança a publicação do Mapa da Desigualdade 2020 online, no dia 15 de julho, com a apresentação dos principais indicadores socioeconômicos da pesquisa e debate sobre as desigualdades estruturais e emergenciais na Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RMRJ). As inscrições já estão abertas.

Arte: @taycabral com foto de Elisângela Leite.

A partir de um olhar atualizado sobre a região e atentos ao contexto de agravamento das desigualdades com a pandemia da COVID-19, o diagnóstico é feito a partir de 40 indicadores que ajudam a desenhar o cenário de vulnerabilidade social da metrópole. O Mapa da Desigualdade 2020 organizou esse dados em 10 eixos temáticos: habitação, emprego, transporte, segurança, saneamento, saúde, educação, cultura, assistência social e gestão pública.

“O retrato dessas desigualdades se materializa localmente em áreas privilegiadas que provêm infraestrutura e bem-estar para os seus moradores, enquanto as periferias, subalternizadas, vivem em contextos profundos de vulnerabilidade pelo não acesso a direitos sociais básicos, garantidos constitucionalmente”, afirma Vitor Mihessen, coordenador da pesquisa.

A publicação vai trazer os indicadores sobre os 22 municípios que compõem a Região Metropolitana do Rio. Os dados foram analisados pela equipe de informação da Casa e conectam os cenários de desigualdades aos territórios metropolitanos através de mapas ilustrados. Além de dobrar o número de indicadores nesta nova edição do Mapa, outras novidades no site são o mapa interativo com destaque para algumas informações estratégicas por cidade e a disponibilização dos dados brutos da pesquisa no Observatório da Rede Cidades, também conectado ao site. Os novos recursos têm por objetivo estimular que sociedade civil se aproprie dessas informações de forma mais simples e acessível, especialmente as lideranças sociais engajadas na produção de agendas locais de incidência.

Para equipe que conduziu a pesquisa, um dos  principais desafios desta edição do Mapa foi a escassez de atualização dos dados da administração pública, situação que se agrava quando a procura se dá fora da capital fluminense. 

“Apesar da Lei de Acesso à Informação (LAI), nº 12. 527/2011, estar em vigor há oito anos, ainda é difícil utilizar essa ferramenta para obter informação e algumas prefeituras na região metropolitana não disponibilizam o Sistema Eletrônico do Serviço de Informação ao Cidadão (e-SIC) em seus sites”, explica Guilherme Braga, que atuou como pesquisador do Mapa.

A escolha dos indicadores socioeconômicos do Mapa falam sobre o perfil populacional que é preferencialmente atravessado por essas desigualdades estruturais, historicamente materializadas no cotidiano de pessoas negras, mulheres, lgbtqi+ e de periferia. Como resultado, temos um cenário de profunda degradação social pela ausência de políticas públicas capazes de retirar as pessoas de condições de vida tão vulneráveis pela privação de acesso à direitos.

“No processo da pesquisa vimos o quanto que o racismo e sexismo desempenham papel fundamental para a perpetuação da vulnerabilidade social, e como precisamos cada vez tensionar nossa produção de dados e narrativas para enfrentar essas opressões históricas e também apontar caminhos alternativos para defender essas existências”, comenta a consultora da pesquisa Paula Moura. 

Os 40 indicadores selecionados para esta edição do Mapa fazem parte de uma base de dados públicos de níveis metropolitanos, intermunicipais e até intramunicipal, quando há dados disponíveis. Esses dados são divididos pelos mesmos eixos temáticos utilizados na produção da Agenda Rio 2030, que é um outro documento produzido pela Casa voltado para a construção de propostas de políticas públicas. O Mapa vem para dar o diagnóstico e, posteriormente, a Agenda chega para apontar caminhos. Ambos os projetos estão alinhados com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), pacto global entre os país membros das Nações Unidas para transformar realidade social até o fim desta década. 

O lançamento do Mapa da Desigualdade está chegando, se inscreva para participar do evento e, em seguida, fazer o download gratuito de todo o material.

Outras Notícias

dolor. pulvinar ut et, sit accumsan