Oxfam lança relatório sobre desigualdade no trabalho

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Texto por
Aline Souza
Data
23 de janeiro de 2018

Recompensem o Trabalho, Não a Riqueza: esse é o título do relatório sobre desigualdade que a organização Oxfam acaba de lançar e que traz uma mensagem direta aos privilegiados do Brasil e do mundo. Para se ter uma ideia, bilionários do mundo viram sua riqueza aumentar 11% ao ano desde 2010, enquanto os salários aumentaram, em média, 2% a cada ano.

O ano passado registrou o maior aumento no número de bilionários da história – um novo bilionário a cada dois dias. Esse aumento teria sido suficiente para acabar mais de sete vezes com a pobreza extrema global. Oitenta e dois por cento de toda a riqueza gerada no ano passado ficaram nas mãos do 1% mais rico e nada ficou com os 50% mais pobres.

O trabalho insalubre e mal remunerado de muitos garante a riqueza extrema de poucos. O estudo também enfatiza que a desigualdade econômica e a de gênero estão estreitamente relacionadas, devido à exploração das mulheres – em especial as não-brancas. As mulheres estão nos piores postos de trabalho e quase todos os bilionários do planeta são homens. A desigualdade de gênero acentuou-se com o aumento da terceirização promovida por estratégias econômicas que priorizam o trabalho barato e precário, na maioria das vezes realizado por mulheres. Países com grandes setores voltados para a exportação tiram proveito de uma força de trabalho grande, pouco qualificada e sem voz.

Governos devem criar uma sociedade mais igualitária, priorizando trabalhadores e pequenos produtores de alimentos e não os super-ricos e poderosos. A proposta da publicação é provocar reflexão. Em tempos onde se fala muito sobre desigualdade social, é preciso construir uma economia criativa voltava para os trabalhadores e não só para os ricos do planeta.

A Oxfam dedicou a publicação às mulheres e homens ao redor do mundo que lutam contra esse problema da desigualdade e da injustiça, muitas vezes com grande risco para si mesmos, diante de crescente repressão na maioria dos países. A maioria das pessoas quer viver em sociedades mais iguais.

Crise?? Que crise??

A organização sugere para governos e instituições internacionais:

Para estimular uma economia mais justa:

Leia mais aqui: Desigualdade, substantivo feminino

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