O Brasil não é conservador, diz estudo

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Texto por
Aline Souza
Data
20 de dezembro de 2017

Ao contrário do que muita pensa, o brasileiro não é conservador ou reacionário. Ao menos foi isso o que provou a recente pesquisa do instituto Ideia Big Data sobre temas comportamentais e econômicos. O estudo mostrou, entre outras coisas, que há forte apoio dos brasileiros à atuação do Estado para garantir igualdade de oportunidades, proteção aos mais pobres, aposentadoria aos mais velhos e crescimento econômico do país.

São majoritários também o apoio a cotas raciais em universidades públicas e a defesa de direitos de homossexuais. E uma ampla maioria manifesta rejeição à ideia de punição criminal às mulheres que fazem aborto. Os temas que envolvem facilitações para o mercado como a redução dos impostos, por exemplo, não são vistos como prioridade.
O único tema mais alinhado à perspectiva de direita é a concordância empatada com a adesão à pena de morte e construção de mais presídio. Sinal de que ainda falta estabelecer uma relação direta com a falta de oportunidades e de educação de qualidade com o aumento da violência.

Embora a maioria dos entrevistados manifeste preferência por um modelo de penas alternativas em detrimento do aprisionamento como única maneira de punição, 44,8% dos brasileiros concordam com a frase “bandido bom é bandido morto”. O grupo que compartilha esse entendimento vence com folga o dos que discordam da frase (31,4%). Outros 22,2% nem concordam nem discordam.

Foram ouvidas 3 mil pessoas em todo o país entre os dias 1º a 10 de novembro. A pesquisa foi encomendada por um grupo de renovação política que pretende “impactar a agenda pública e a ação política” no país. Os representantes do conservadorismo e do que há de mais atrasado hoje no país estão empenhados em alardear seus absurdos aos quatro ventos, transmitindo uma versão errada do Brasil para nós. Eles estão longe de representar a sociedade brasileira e seus valores. Eles até poderão continuar tentando, já que tiveram a audácia de mostrar suas facetas ultrapassadas, porém a sociedade civil vai continuar na resistência e na busca por mais avanços nas políticas públicas, com a esperança de um futuro mais democrático e igualitário.

Com informações de Valor

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